Soro anticovid será testado em humanos


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Neste mês de abril o Instituto Butantan iniciará os testes em humanos do soro anticovid. Em nota a Anvisa ressaltou que já deu autorização para o início dos testes e que ainda aguarda o Butantan entregar o “termo de compromisso”, que determina realização de estudos prévios antes de testar o soro nos voluntários.
Durante a próxima semana os pesquisadores do Butantan envolvidos no desenvolvimento do soro definirão os últimos detalhes.
O soro será aplicado em adultos recém-infectados por covid-19 e que esteja apresentando os primeiros sintomas, ainda serão definidos a dose e os hospitais que farão os testes.

O QUE É O SORO?

O soro oferece anticorpos prontos para defender o organismo de quem já está infectado por um vírus ou por toxinas. A proteção é diferente da promovida pela vacina, que procura estimular o organismo a produzir anticorpos contra a doença. Por isso, a proteção da vacina é indicada para que as pessoas consigam imunidade contra o vírus, buscando diminuir a transmissão dele entre uma população. Já o soro deve ser utilizado no tratamento de pessoas que estão sofrendo com a infecção no momento da aplicação.

COMO O SORO CONTRA COVID-19 É FEITO?

O soro desenvolvido pelo Butantan é retirado do plasma de cavalos. O processo começou com o isolamento do vírus em um ser humano. Depois disso, o Sars-Cov-2 foi cultivado e inativado. O vírus então foi colocado em animais para que eles produzissem anticorpos. Por fim, o plasma, que é a parte líquida do sangue desses animais, é recolhido e processado para que o soro seja confeccionado.

 

 

 

 

 

 

O Butantan conta com uma fazenda própria com diversos cavalos e uma fábrica própria para a produção do soro. Para o ensaio clínico já foram feitas mais de 3 mil doses. Atualmente, os soros utilizados para combater outros tipos de vírus ou venenos no Brasil são totalmente produzidos pelo instituto.

QUEM DEVE RECEBER O SORO?

O soro é pensado para pacientes adultos que estejam hospitalizados e apresentem sintomas claramente associados à Covid-19 há poucos dias. O objetivo é evitar que o estado de saúde do indivíduo seja agravado pelo vírus, bloqueando a infecção ainda nos primeiros sintomas.

Até o momento o soro foi testando apenas em animais infectados pelo vírus e após desenvolverem casos graves da doença receberam uma dose do soro e apresentaram melhora clinica significativa principalmente no combate à inflamação nos pulmões. Caso se comprove a eficácia em humanos, será o único medicamento comprovadamente eficaz contra a covid-19.

Fontes:
Uol, Rádio USP e Ana Marisa Chudzinski – coordenadora de desenvolvimento do soro

Portal F5
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