Música do Pará é destaque no festival MANA 2.0


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Serão mais de 40 mulheres da Amazônia e de diversas regiões do Brasil no evento, que traz shows, painéis de debate, oficinas, mostra de videoclipes e projeções mapeadas nos centros urbanos do Brasil

Mulheres indígenas, negras, cantoras, instrumentistas, rappers, produtoras, técnicas, jornalistas. No Festival MANA 2.0, o protagonismo é delas. As múltiplas vozes, ritmos e vivências femininas que fazem o mercado da música girar, desde os bastidores até o palco, se reúnem na programação começa no sábado (12) e segue até dia 19 de dezembro, totalmente gratuita e online. São mais de 40 mulheres da Amazônia e de diversas regiões do Brasil no evento, que traz shows, painéis de debate, oficinas, mostra de videoclipes e projeções mapeadas nos centros urbanos do Brasil.

“Nosso intuito é abrir caminhos para que nós, mulheres da música, consigamos nos capacitar cada vez mais, e ocupar espaços significativos e diversos neste mercado, que ainda resiste em visibilizar as mulheres, sobretudo as do Norte”, diz a cantora paraense e curadora do festival Aíla, que ao lado de Roberta Carvalho, artista visual do Pará, assinam a direção artística e idealização do evento, promovido pela 11:11 ARTE. O projeto tem patrocínio da Oi e apoio do Oi Futuro via Lei de Incentivo à Cultura Semear, do Governo do Estado do Pará e Fundação Cultural do Pará.

Vozes do Norte
O MANA surgiu em Belém em 2017, como uma proposta inédita de evento na Amazônia: ser um festival de música e feminismo. Este ano, o projeto traz surpresas especiais e homenageia Dona Onete, compositora e cantora que se tornou símbolo da cultura paraense e desponta internacionalmente como grande mestra do carimbó chamegado. Seguindo o objetivo que norteia o Festival, que é estimular o fortalecimento de artistas mulheres amazônidas, o MANA 2.0 traz a cultura de Alter do Chão, oeste do Pará, com o show das Suraras do Tapajós, o primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas. A programação promove ainda dois encontros musicais inéditos: a convite do festival, a multi-instrumentista Jade Guilhon criou o “Chorinho das Manas”, que vai reunir mulheres do choro, ritmo que formou gerações de músicos em Belém. A programação traz também o show “As Brabas do Norte”, encontro das rappers paraenses Bruna BG e Nic Dias, prodígios da poesia do asfalto. O line up traz ainda Keila, grande nome do tecnobrega, ritmo surgido na periferia de Belém para fazer tremer o Brasil.
Destaques na cena nacional, Tulipa Ruiz (SP) e MC Tha (SP) também são atrações do MANA 2.0, e apresentam um show exclusivo para o festival, em formato intimista. Cantora e compositora, Tulipa tem quatro álbuns lançados e uma carreira consolidada como um dos maiores nomes da música brasileira contemporânea. MC Tha mostra o som da periferia de São Paulo, com seu batidão funk e referências ao tropicalismo.

O trabalho audiovisual realizado por artistas amazônidas ganha as ruas de diversas cidades do país no MANA. Com obras dirigidas e co-dirigidas por mulheres, a mostra de clipes do festival vai exibir os vídeos online e também projetá-los em prédios nos centros urbanos de Belém, Rio de Janeiro, São Paulo, entre outros.

Oficinas e painéis
Voltada para a capacitação das profissionais da música, o MANA promove três oficinas. A primeira com o tema “Criação, produção e performance no Ableton Live”, ministrada por Neila Kadhí (BA), cantora, compositora, multi-instrumentista e produtora musical, integrante da banda do musical Elza Soares. Em seguida, “Som ok! Vídeo ok! Como fazer uma live em casa”, com Flora Guerra (MG), que há mais de dez anos pesquisa e trabalha com operação de som ao vivo, gravação e finalização de áudio para shows e espetáculos. A terceira oficina aborda o tema “Vjing para Shows”, com Lê Pantoja (RJ), uma das vjs pioneiras no Brasil, que já assinou visuais para artistas como Fernanda Abreu, Marina Lima e Anitta. Todas as oficinas terão inscrições abertas ao público via formulário, apenas para mulheres, e serão ministradas via plataforma Zoom. Tudo gratuito.

O evento traz também painéis de debate para a troca de experiências e o estímulo à formação de uma rede potente entre mulheres da música, criando conexões do Pará com o Brasil. É o “Escuta as Manas”, que estreia dia 12 de dezembro no canal do Festival na Twitch, e abre com uma entrevista exclusiva com Dona Onete.

Durante a semana, os painéis seguem com temáticas variadas, acerca do mercado da música, como “Shows cancelados: a live é o novo palco?”, que versa sobre uma questão fundamental que se impôs com o isolamento social e desafia os artistas e fazedores de cultura. Outro tema é: “Mulheres na técnica – a graxa é uma arte!” que debate a importância dos bastidores para um espetáculo. “Como lançar um álbum: do conceito às plataformas” imerge no passo-a-passo de como fazer música sendo artista independente. “Abra os ouvidos! A nova cena contemporânea da música é indígena” traz mulheres indígenas de diversos estados do país para fazer um panorama sobre a potência e os desafios da cena. “Produção musical na pandemia: é hora do home estúdio” adentra a autonomia de produtoras musicais em seu estúdio em casa. “Na rua, na rima, na batalha: o rap é delas” mostra a nova cena das manas do rap de Belém. “Iniciativas amplificadoras de mulheres na música”, que traz como uma das convidadas Luciana Adão, coordenadora de Patrocínios Culturais Incentivados no Oi Futuro. E para encerrar o ciclo de debates, mulheres nortistas conduzem o último painel da programação “Fazer música na Amazônia: inspirações e desafios”.

Serviço

Festival MANA 2.0, de 12 a 19 de dezembro, na plataforma online. Programação completa no site oficial do Festival.

G1 Pará


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