Empresa promete eletrificação de Gol GTi em 2021


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Gol GTi Foto: Divulgação

Veículos elétricos serão cada vez mais presentes nas ruas nos próximos anos. Um sinal de que essa transformação está ocorrendo de forma acelerada é quando uma empresa especializada em sistemas de injeção de combustível compra uma startup que transforma veículos a combustão em elétricos.
Com isso, até um “novo clássico” como o Volkswagen Gol GTi pode entrar na jogada e trocar o motor a combustão por um elétrico já no ano que vem.

Isso acaba de acontecer no Brasil. A FuelTech, conhecida por preparar a injeção de veículos de alta performance anunciou a compra da também brasileira Energy Systems. O objetivo, segundo a companhia, é aumentar a participação nesse mercado, ainda pouco explorado por aqui.

Gol GTi ou GTE?

A empresa quer transformar o Gol GTi de 1988 em carro elétrico já em 2021

Mais do que isso: essa empresa quer transformar o Gol GTi de 1988 em carro elétrico já em 2021. “Ele foi o primeiro a usar a injeção eletrônica, também vai ser o primeiro a ter a nossa conversão elétrica”, afirmou Leonardo Fontolan, diretor executivo da Fueltech.

O projeto também conta com a parceria da Weg empresa brasileira que produz motores elétricos de vários tipos. Ela inclusive trabalha junto com a Volkswagen no desenvolvimento do primeiro caminhão elétrico do país, o e-Delivery.

Nesse formato de parceria, a Weg entraria com o fornecimento de motores e inversores, enquanto a FuelTech desenvolve os gerenciadores de bateria e centrais eletrônicas.

Voltando ao Gol, antes que os puristas reclamem de um GTi elétrico, Fontolan conta que as especificações planejadas superam às do modelo original de fábrica. Serão 180 cv e 33 kgfm de torque, contra 120 cv e 18,4 kgfm do modelo original. O conjunto de baterias ainda não está definido. Por isso, não há uma estimativa sobre a autonomia.

O custo da conversão também não foi anunciado, já que as baterias também estão entre os componentes mais caros de um veículo do tipo. “No caso do Gol, estamos fazendo o trabalho de ponta a ponta, chegando até o licenciamento. Para os carros que a gente quer vender o kit, ele já vai ser oferecido com a homologação para rodar”, disse Fontolan.

Além do Gol

A FuelTech também promete oferecer outros kits de conversão. Além daqueles para veículos específicos, a empresa quer vender pacotes que podem ser usados em mais de um modelo. Além disso, existe a opção de o cliente escolher a quantidade de baterias que vai querer em seu carro, podendo optar por uma autonomia maior, ou melhor desempenho. O movimento de converter carros a combustão em elétricos já existe no Brasil, mas ainda é pouco representativo.

Na Alemanha, por exemplo, a própria Volkswagen dá suporte a uma empresa que realiza a conversão de modelos como Fusca e Kombi em elétricos, como o G1 mostrou no último Salão de Frankfurt, em 2019. Com a entrada da FuelTech no negócio, a disponibilidade da tecnologia pode ser maior no Brasil.

De acordo com a empresa, há cerca de 1.000 oficinas credenciadas em todo o país que podem ser qualificadas para realizar a conversão, que consiste na retirada do motor a combustão, na preparação da carroceria e na instalação de motor elétrico, baterias, gerenciamento e todo o cabeamento necessário.

Assim como nas concessionárias que realizam a manutenção de elétricos, as oficinas devem passar por adaptações para garantir a segurança dos mecânicos.

Apesar de o Brasil já ter carros elétricos à venda, a produção local de um carro do tipo com alguma escala ainda não é uma realidade. O mais próximo disso é a fabricação do e-Delivery, o caminhão elétrico da Volkswagen, que foi desenvolvido no país e começará a sair da linha de produção em Resende (RJ) no ano que vem. A própria Weg está envolvida nesse projeto. Fora isso, Caoa Chery, Chevrolet, Nissan, Jac Renault vendem carros elétricos no Brasil. Todos chegam importados.

G1


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