CRQ investiga se mulher que humilhou fiscal da Vigilância Sanitária atuava como engenheira sem registro


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Conselho Regional de Química III (CRQ) abriu uma investigação para saber se a mulher, de 39 anos, atuava como engenheira química ou responsável pela área na Taesa

A mulher que atacou verbalmente o superintendente de educação e projetos da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, Flávio Graça, não tem registro profissional como engenheira química. Em seu currículo, consta que é formada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), em 2003. Deste então, ela não se credenciou junto ao Conselho Regional de Química III (CRQ).

Ciente do fato, o presidente do órgão, Rafael Almada, abriu uma investigação para saber se a mulher, de 39 anos, atuava como engenheira química ou responsável pela área na Taesa, última empresa onde ela trabalhou e foi demitida na segunda-feira, 6, após a repercussão do caso.

“A profissional não possui registro junto ao CRQ-III. Estamos averiguando isso junto a Taesa (ex-empresa da mulher). Enviamos um ofício nesta quarta-feira para empresa perguntando como era a forma de contrato dela com eles. Se ela estiver falando a verdade, que é formada, mas atuava como engenheira química sem registro, ela agiu contra o código de ética profissional. Um engenheiro químico, para exercer plena e regularmente sua profissão deve obrigatoriamente estar registrado em Conselho de Fiscalização da Profissão”, explica.

Relembre

Durante a fiscalização, por volta das 21h de sábado (4/7), um casal foi filmado atacando Flávio. Ambos excluíram perfis que mantinham nas redes sociais.

“Você não vai falar com seu chefe, não?”, perguntou o homem, dando a entender que pagava o salário do superintendente. Durante a abordagem, Flávio tentou explicar que existiam diversas irregularidades e que deviam evitar a aglomeração. Ao chamar o homem de cidadão, a mulher retruca: “Cidadão, não. Engenheiro civil formado. E melhor do que você”.

Em nota, a empresa de transmissão de energia Taesa, onde ela trabalhava, afirmou que “compartilha a indignação da sociedade em relação a este lamentável episódio, sobretudo em um momento no qual o número de casos da doença segue em alta no Brasil e no mundo”. Ela foi demitida após a repercussão do caso.

Nas redes sociais, o casal foi bastante criticado pelos internautas. O homem que aparece ao lado da mulher nas filmagens afirmou que eles estão sofrendo ameaças.

O servidor que foi intimidado, Flávio, que é mestre e doutor pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), assistiu ao vídeo e durante o programa Encontro, pediu que o casal não fosse agredido. “Eu também acho que as pessoas não devem ser agressivas com esse casal. Senão elas vão acabar no mesmo erro que eles cometeram”, afirmou.

“A gente não pode fomentar a violência num momento desses. Peço a todos que não vinguem a Vigilância“, pediu Flávio.

 

Metrópoles/Extra

 


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