Bolsonaro adia posse do novo ministro da educação após fraudes em currículo


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A posse ocorreria nesta terça-feira, 30

A posse do novo ministro da Educação, Carlos Decotelli, que estava marcada para acontecer nesta terça-feira (30), foi adiada pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Ainda não foi marcada uma nova data para o evento de posse.

O adiamento da cerimônia se dá pelo fato das inconsistências no currículo acadêmico de Carlos Decotelli, que afirmou ser doutor por uma universidade na Argentina e pós-doutor por uma universidade da Alemanha. Ambas as instituições negam que o ministro tenha concluído os cursos.

O título de doutor do novo ministro também está sob questionamentos. Franco Bartolacci, reitor da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, disse que Decotelli não concluiu o curso. “Não o concluiu, pois lhe falta a aprovação da tese.” O ministro inicialmente negou a declaração e chegou a mostrar certificado de conclusão de disciplinas na instituição. Na mesma nota em que se defende das acusações de plágio, o ministro confirmou que não defendeu a tese.

A Universidade de Wuppertal, na Alemanha, também enviou nota. “O Prof. Dr. Carlos Decotelli se aproximou da Profa. Dra. Brigitt Wolf para uma estadia de pesquisa de três meses em janeiro de 2016. Até 2017, ela foi professora de teoria do design, com foco em metodologia, planejamento e estratégia na Universidade de Wuppertal, e é agora emérita. Carlos Decotelli não adquiriu um título em nossa universidade. Ele não foi um pós-doc em nossa universidade. A Universidade de Wuppertal não pode se pronunciar sobre títulos adquiridos no Brasil”, informou a Universidade de Wuppertal em nota.

Segundo o jornal “Estadão”, depois das denúncias sobre seu doutorado e pós-doutorado, o governo está repensando se vai manter Decotelli no cargo. Jair Bolsonaro convocou ministros palacianos e lideranças do governo para uma reunião ainda hoje sobre a situação do Ministério da Educação.

Um dos convidados para o encontro, pedindo reserva, disse ao site que o presidente não gostou de saber dos “erros” no currículo de Carlos Decotelli e sua indicação “subiu no telhado”. Nomes que foram ventilados antes da escolha por Decotelli voltaram a ser contactados por emissários do Palácio do Planalto nas últimas horas. Mais cedo, como registramos, a posse do então novo ministro da Educação, marcada para esta terça-feira (30), foi adiada.

IG/Antagonista/Tempo/G1

 


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