Suécia admite erro na estratégia adotada contra pandemia no país


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Estocolmo durante a pandemia

A Suécia adotou uma estratégia diferente dos países vizinhos para combater o coronavírus. Dinamarca, Finlândia e Noruega impuseram regras imediatas de isolamento social bastante rigorosas, que culminaram em baixo número de óbitos totais, com 580, 322 e 237 mortos, respectivamente. Enquanto isso, a Suécia adotou medidas de menor impacto, que permitiam o funcionamento de escolas, empresas e espaços públicos abertos, se limitando a fazer recomendações como evitar visitas a casas de repousos e reuniões com mais de 50 pessoas e preferindo confiar na responsabilidade individual dos cidadãos. Hoje, o país europeu conta com 4.562 mortes e mais de 41 mil casos de Covid-19 confirmados.

Anders Tegnell, epidemiologista responsável por desenhar a estratégia da Suécia no combate à pandemia, admitiu falhas em seus planos, nesta quarta-feira (3/6). “Obviamente, há um potencial de melhora no que temos feito”, disse à rádio pública sueca.

“Se encontrássemos a mesma doença de novo, sabendo o que sabemos sobre ela hoje, acho que ficaríamos satisfeitos em adotar um meio termo entre o que fez a Suécia e o que fez o resto do mundo”, completou. Questionado se concordava que muitas pessoas morreram em pouco tempo no país, ele respondeu: “Sim, com certeza.”

No entanto, mais tarde, em uma coletiva de imprensa, Tegnell afirmou que “ainda acredita que a estratégia é boa, mas sempre existem aperfeiçoamentos, sempre podemos fazer melhorias.”

É importante dizer que a previsão dos especialistas é de que a Suécia não vai escapar da recessão econômica, apesar de ter mantido o país aberto. E, enquanto Dinamarca e Noruega anunciaram a abertura de fronteiras entre si, viajantes que vêm da Suécia são proibidos de entrar nesses dois territórios.

O primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven, anunciou que abrirá uma investigação sobre as decisões tomadas na gestão da pandemia, de acordo com o jornal local Aftonbladet. No Brasil, o caso da Suécia foi citado pelo presidente Jair Bolsonaro como exemplo do que deve ser feito, uma vez que ele é contra o confinamento obrigatório.

Capricho


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