Famosos por chefiar pirâmide Telexfree são condenados a mais de 12 anos


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Justiça condena a mais de 12 anos os chefes da Telexfree

Carlos Roberto Costa e Carlos Nataniel Wanzeler, chefões da Telexfree, considerada uma das maiores pirâmides financeiras do Brasil, foram condenados pela Justiça a mais de 12 anos de prisão, cada um.

Conforme publicação do jornal A Gazeta, a pena total de 12 anos e 6 meses em regime fechado foi determinada pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição bancária e por operá-la sem a devida autorização pela empresa, que era, de fato, segundo a Justiça, uma pirâmide financeira.

A condenação foi conquistada pelo Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES), e a Justiça determinou também o pagamento de 512 dias de multa – para Costa, o valor diário é R$2 mil, totalizando R$1,02 milhão, enquanto que para Wanzeler, o valor diário da multa é R$3 mil, ultrapassando R$1,53 milhão no total.

A filha de Wanzeler, Lyvia Mara, terceira sócia da Telexfree, foi absolvida na mesma decisão.

Em adição, a Justiça que determinou o perdimento de mais de R$6,4 milhões dos réus, em favor da União, juntamente com diversos imóveis e veículos que foram apreendidos durante as investigações e obtidos com atividades ilícitas do esquema.

O juízo destaca na sentença que Carlos Costa e Carlos Wazeler foram responsáveis por planejarem meticulosamente a criação da Telexfree e elaborarem complexas regras nos contratos de adesão, assim como uma moeda eletrônica para movimentar valores dos investidores à margem do Sistema Financeiro Nacional.

Contudo, conforme aponta a publicação, Carlos Costa não deverá ir para a prisão, pois se trata de uma decisão em primeira instância. Já no caso de Carlos Wanzeler está preso no Rio de Janeiro, a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), e aguarda o resultado de seu pedido de extradição feito pelos EUA.

Os sócios foram presos em 17 de dezembro do ano passado, pela Polícia Federal, durante a Operação Alnilam. A Telexfree operou entre 2012 e 2013, vendendo pacotes de telefonia móvel.

O negócio mantinha um esquema de pirâmide financeira por meio de um sistema de venda direta remunerada.

Para participar, o interessado precisava pagar uma taxa de adesão de US$ 50 para se tornar um divulgador e, depois, tinha que revender seus pacotes para outros usuários interessados e estimulá-los a fazer o mesmo.

Criptonizando


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