Moradores pedem retorno do auxílio integral pago pela Vale aos atingidos por rompimento de barragem


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Brumadinho, cenário de morte – (AP Photo/Andre Penner)

Após ter pago durante todo o ano passado 100% do auxílio integral a moradores de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e atingidos pelo rompimento da Barragem de Córrego do Feijão que vivem ao longo do Rio Paraopeba, a mineradora Vale anunciou que o benefício foi limitado a alguns bairros da cidade.

A tragédia que aconteceu em janeiro do ano passado matou 259 pessoas. Outras onze continuam desaparecidas.

Moradores da região que ficaram de fora da totalidade do benefício reivindicam o retorno do pagamento.

É o caso da Rafaela dos Santos, que mora com o marido e o filho, no Bairro Bela Vista, parte baixa da cidade. Ela está desempregada e o marido, que é autônomo, tem tido dificuldade de conseguir trabalhos desde o início da pandemia da Covid-19 e afirma que o valor tem feito muita falta.

“Após a tragédia, minha vida mudou. Estou me tratando da depressão e o valor que a Vale paga hoje, de metade do salário mínimo, ajuda a pagar o tratamento, mas as outras coisas não. Faz muita falta”, disse Rafaela.

Até o fim de 2019, a Vale pagava um salário mínimo para adultos, meio salário a jovens e um quarto a crianças, mas em janeiro, famílias que não moravam nos bairros Córrego do Feijão, Parque da Cachoeira, Alberto Flores, Cantagalo, Pires e nas margens do Córrego Ferro-Carvão ou que não estavam inclusos em algum programa de apoio, passou a receber 50% do valor.

Agora, a Vale anunciou que apenas as comunidades de Tejuco, Planalto, Salgado Filho, Ponte das Almorreimas, Aurora, Varjão I, Varjão II, Regina Célia e Conceição de Itaguá (Córrego Frio, Ana Maria de Souza, Cohab I e Cohab II, Retiro do Brumado, José de Sales Barbosa e Residencial Bela Vista) vão receber 100% do benefício.

A Prefeitura de Brumadinho afirma que não concorda com a decisão da Vale e que tenta, até hoje, o pagamento integral para todos os moradores da cidade. Afirmou ainda que foi surpreendida com a nova decisão e com o valor que já foi pago.

Em nota, a Vale informou que a medida atende termo de acordo firmado em novembro de 2019. “Como essas localidades já recebiam 50% do valor, o pagamento complementar (50%) foi realizado de forma retroativa, contemplando os meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2020 e por isso os valores depositados se referem à soma desses meses. De junho a outubro, os valores serão pagos normalmente (1 salário mínimo por adulto, ½ por adolescente, ¼ por criança)”.

“A Prefeitura entende que enquanto a Vale não concluir o diagnóstico técnico para avaliar o grau de prejuízos moral, social e financeiro de cada família do Município, após o rompimento da barragem de Córrego do Feijão, todos devem receber 100% do emergencial, sem exceção”, declarou por meio de nota.

G1


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