Câmeras térmicas vão detectar sintomas de Covid-19 nas portarias da Vale


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A instalação das câmeras é uma medida para conter o surto do Coronavírus, ao identificar sintomas de pessoas que acessam as portarias dos seus projetos

A Vale vai instalar nas próximas semanas 81 câmeras térmicas nas portarias de suas unidades em quatro estados (MG, PA, ES e MA) com o objetivo de identificar pessoas que estejam com alta temperatura corporal, um dos sintomas do novo coronavírus (Covid-19). Os empregados ou visitantes que apresentarem esse sinal não terão a entrada autorizada e serão abordados por um profissional capacitado da Vale, que irá prestar informações sobre a doença e encaminhá-los para casa ou para uma unidade de saúde.

As câmeras estão sendo importadas da China e da Suécia. O valor investido é de R$ 7,5 milhões. O primeiro lote de equipamentos chega até o final de março a Belo Horizonte, de onde será distribuído para os demais estados. O segundo lote chega em meados de abril.
Serão instalados dois tipos de câmera. As do primeiro lote são idênticas aos modelos usados em aeroportos de várias cidades do mundo, como Dubai, Moscou e Kuala Lumpur. Elas ficarão posicionadas sobre um tripé nas portarias das unidades da Vale.

Todos os empregados e visitantes passarão em frente ao equipamento e terão sua temperatura corporal medida a partir do duto lacrimal.
Já as câmeras do segundo lote ficarão posicionadas num ponto fixo na entrada da portaria, como equipamentos de vigilância comuns, e filmarão um grupo de pessoas. Com o uso de Inteligência Artificial, a câmera faz uma busca por diversos pontos do rosto dessas pessoas e identifica qual é o mais preciso para se fazer a medição da temperatura no momento.

Em ambas as câmeras a leitura dura em torno de dois segundos e a margem de erro é de 0,5 grau centígrado.

Reforço à prevenção

A Vale vem tomando todas as medidas necessárias para reforçar a prevenção do Covid-19 em seus locais de trabalho e nas localidades onde está presente. A empresa tem focado em reduzir a presença do efetivo administrativo e operacional nas unidades, de forma a manter apenas os serviços essenciais.

Além do trabalho remoto adotado desde 16/3 para empregados cujas funções são elegíveis a home office e para empregados dos grupos de risco, conforme orientação do Ministério da Saúde, a empresa colocou em prática uma série de ações preventivas e proativas para evitar aglomeração, como redução da quantidade de pessoas nas portarias, nos ônibus e nos restaurantes.

A Vale reforça que está em conformidade com os protocolos de saúde e segurança estabelecidos pelas autoridades e agências de cada um dos países em que opera e está monitorando o desenvolvimento da situação.


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