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Helder aponta prioridades à Bolsonaro sobre queimadas no Pará


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Helder cobrou ações para ajudar o Pará

“Na reunião dos governadores da Amazônia Legal com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), na manhã desta quarta-feira, 27, o governador Helder Barbalho (MDB), informou que o Pará tem aproximadamente 10 mil pontos de incêndios em florestas.

Helder ressaltou que esse número é extremamente preocupante, se comparado com o ano de 2017, que durante todo aquele ano, foram constatados nove mil pontos de incêndios no Estado do Pará. O governador assegurou que ainda estamos em agosto deste ano e esse número já foi ultrapassado. “Temos uma crise em que a ampliação das áreas desmatadas e dos focos de incêndio estão amplamente comprovadas”, garantiu o governador do Pará.

Ele acrescentou, que é preciso pensar em estratégia para sair da crise e propôs a criação de um grupo de trabalho (GT) para combater, controlar e monitorar as áreas florestais.

O governador paraense também informou que todos os dados já foram repassados às forças armadas. Segundo Helder Barbalho, os trechos que preocupam são os eixos das rodovias BR-163 (Santarém-Cuiabá) e BR-230 (Transamazônica). “Ali está localizada a maioria dos focos de incêndio. Posso dizer que três cidades representam 90% dos focos de incêndio no nosso estado: Altamira, São Félix do Xingu e Novo Progresso”, informou.

“É queimada da floresta para fazer pasto”

Governadores cobraram ação do governo federal

A destruição pelas queimadas da Área de Proteção Ambiental, APA Triunfo do Xingu, poderia chegar a 20 mil hectares, de acordo com o governador do Pará. Helder Barbalho informou ao presidente Jair Bolsonaro e aos governadores presentes na reunião, que sobrevoou o município de São Félix do Xingu na fronteira com Altamira, no sudoeste do Pará.

“Identificamos cerca de 3 mil hectares queimados de floresta e um plano de expansão de queimada que chegaria a 20 mil hectares. Estamos com a Polícia Civil, inclusive, atuando para a identificação dos responsáveis”, assegurou o governador.

Helder Barbalho assegurou que as queimadas na região paraense não é atividade madeireira. “É queimada de floresta para fazer pasto. Essa é a situação na APA Triunfo do Xingu”, garantiu.

Ele também informou que foi realizada apreensão de 2 mil metros cúbicos de madeira no Projeto de Desenvolvimento Sustentável – PDS Jatobá, localizado em área federal, no município de Pacajá, na Transamazônica.

Para o governador paraense é preciso equilíbrio entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico e que para sair da crise é necessário um esforço conjunto de fiscalização, seja no âmbito das estradas, seja no âmbito das autuações. E ainda um processo ágil de autuação daqueles que estão cometendo crimes.

Os nove estados da Amazônia Legal foram convocados para a reunião e pediram ao governo federal a atuação dos militares. No último sábado, 24, os governadores do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal divulgaram um documento no qual pediram a cooperação do governo federal no combate às queimadas.

Durante a reunião, Hélder Barbalho (MDB) e Flávio Dino (PCdoB), se queixaram dos debates extremistas dos últimos dias. “Estamos perdendo muito tempo com o Macron. Temos de cuidar da nossa vida”, afirmou Barbalho. “Acho fundamental que façamos sempre um discurso ponderado. Quando se solta uma faísca nos níveis hierárquicos mais altos, quando vai chegando ao chão da realidade, pode se transformar em um incêndio”, acrescentou Dino.

Sobre a grilagem e indígenas

Quase todos os governadores reclamaram da ausência de projetos para reduzir a grilagem de terras e a de incluir as comunidades locais, como indígenas, nos planos federais. “Temos de pensar em médio e longo prazo”, alertou o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT).

No encontro, ao menos quatro dos nove governadores cobraram o presidente sobre o uso do Fundo Amazônia, uma doação de 288 milhões de reais anuais feito principalmente pela Noruega e pela Alemanha para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cujo destino final era ampliar a fiscalização na floresta. “Não podemos abrir mão do fundo. Não podemos rasgar dinheiro”, ressaltou o maranhense Flávio Dino (PCdoB).

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, começou a responder aos mandatários que um novo planejamento para o uso dos recursos estava sendo traçado. Mas Bolsonaro sugeriu que esse dinheiro tinha condicionantes para ser usado. “O Fundo Amazônia tem um preço: demarcações de terras indígenas, apas [áreas de proteções ambientais], [áreas] quilombolas, parques nacionais, etc. Isso leva um destino que já sabemos, a insolvência do Brasil”, afirmou o presidente. Na sequência, alegou que caso se dobrasse às potências internacionais, o problema do incêndio estaria resolvido. “Se eu demarcar agora, o fogo acaba na Amazônia em alguns minutos, com certeza”.

Nos últimos dias, em suas redes sociais, o presidente afirmou que na reunião com os governadores, ele apresentaria “a verdade sobre o que os outros querem com essa rica região”. No encontro, contudo, o único dado apresentado por ele foi um balanço sobre a quantia de pedidos de demarcações de áreas indígenas e áreas quilombolas nos nove Estados da Amazônia legal.

Segundo Bolsonaro, há 936 pedidos em trâmite final para quilombolas e 54 para reservas indígenas. Conforme o presidente, se esses pedidos de novas demarcações prosperassem, o agronegócio ficaria inviabilizado. “E se acabar o nosso agronegócio acabou a nossa economia. Vamos ficar aqui como naquela casa em que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”. Nesta quarta-feira, representantes dos nove Estados estarão com ministros do Governo para tentar dar início aos debates sobre o uso do Fundo Amazônia e sobre as próximas ações no combate ao incêndio.

Roma News/ElPaís


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