Massacre de Altamira destaca disputa de poder entre facções no Pará


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Chacina resultou na morte de 58 detentos

58 mortos no motim no presídio de Altamira e mais quatro detentos encontrados mortos por enforcamento em um caminhão durante a transferência dos envolvidos no massacre à Belém, dão destaque às facções locais e nacionais em crescimento no Pará, e na Amazônia.

Na noite desta terça-feira (30), 30 presos estavam sendo transportados para Belém, mas entre o município de Novo Repartimento e Marabá, quatro presos morreram. Todos eles estavam algemados, divididos em quatro celas com capacidade para 40 pessoas.

No transporte dos 30 detentos à Belém, 4 foram mortos por enforcamento

Os agentes encontraram os corpos dos quatro dentro do veículo ao chegarem ao município de Marabá, no sudeste do estado. A Segup informou que a causa da morte foi enforcamento, mas ainda não se sabe quais as circunstâncias dos assassinatos. Além disso, a Segup informou que não há caminhões com celas individuais para o deslocamento. Os 26 detentos restantes serão colocados em isolamento.

O Pará é o quarto estado mais violento do país e vem registrando o avanço das milícias

Este foi a segunda maior chacina em presídios desde o Carandiru, em 1992, que resultou em 110 mortes. O massacre é interpretado pelas autoridades e especialistas como mais uma tentativa do Comando Classe A (CCA), facção local, de frear o avanço do Comando Vermelho (CV), de origem carioca e atuação nacional, sobre o narcotráfico da região.

Além desses grupos, PCC (Primeiro Comando da Capital), surgido em São Paulo e já enraizado em boa parte do país, e FDN (Família do Norte) se sobrepõem nas atividades criminosas da região. Por trás dessa história, estão também a construção da usina de Belo Monte, o crescimento desordenado e a decadência de Altamira – município de pouco mais de 100 mil habitantes e um dos mais extensos, e hoje em dia, mais violentos do Brasil.

O Pará é o quarto estado mais violento do país, vem registrando o avanço das milícias, fenômeno que só encontra paralelo no Rio.

Ao menos 16 foram identificados como os líderes das facções criminosas que lideraram o massacre, 10 foram transferidos para penitenciárias federais, por meio de tratativas realizadas entre o governador Helder Barbalho e o ministro da Justiça, Sergio Moro. O restante foi redistribuído pelos presídios estaduais.

Metrópole/Uol/Folha do Bico


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