Deficientes visuais são ameaçados por dono de loja no Rio Verde


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Nesta terça-feira (02), dois deficientes visuais foram detidos pela Polícia Militar, após serem ameaçados e ofendidos por um empresário depois de terem reclamado sobre a obstrução de um trecho da passarela na Rua do Comércio, do bairro Rio Verde, em Parauapebas.

Rayfran Mesquita Pontes, foi conduzido para delegacia de Polícia Civil

Segundo o que foi relatado por uma das vítimas, Rayfran Mesquita Pontes e um amigo que o acompanhava, Vilanilson Oliveira Nunes, eles se dirigiram ao bairro Rio Verde na intenção de efetuar o pagamento de uma conta. Enquanto se deslocavam por uma das passarelas da via, tropeçaram em produtos que obstruíam a passagem em frente da Loja Made In China.

Para cobrar seus direitos, as vítimas pediram aos funcionários e ao proprietário do estabelecimento para retirar os produtos da passarela a fim de facilitar o trânsito das pessoas e de deficientes visuais.

Vilanilson acompanhava Rayfran, quando foram insultados pelo empresário

De acordo com as vítimas, o proprietário do estabelecimento se recusou a desobstruir a passagem e usou palavras de baixo calão para ofendê-los. Um funcionário chegou a ameaçar “matá-los” caso não se retirassem da frente da loja. Logo após, o empresário conhecido por “Max”, ligou para um cabo da Polícia Militar, que designou uma guarnição para o local onde ocorria a discussão.

As vítimas relataram que os soldados teriam sido agressivos e ofensivos durante a abordagem. Rayfran e Vilanilson teriam sido algemados e transportados no camburão de uma viatura até a delegacia de Polícia Civil.  Vilanilson denunciou que chegou a ser enforcado durante a abordagem.

Vilanilson denunciou que chegou a ser enforcado pelos policiais

Compareceram à delegacia o presidente do Conselho Municipal de Pessoas com Deficiência e o advogado das vítimas David Benassor. Eles irão acionar o Ministério Público para denunciar o caso. O empresário também foi apresentado na delegacia de polícia.

A reportagem tentou ouvir o empresário e o sargento que apresentou os deficientes, mas eles não quiseram dar entrevista. Rayfran e Vilanilson vão responder por perturbação de sossego alheio e também será averiguada a conduta dos policiais militares. No caso do empresário, as autoridades da administração pública vão apurar as irregularidades cometidas.

Com informações de Caetano Silva


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