Com terceirização na saúde, profissionais terão redução salarial


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Quem passar para o regime celetista terá a receita líquida reduzida para executar os mesmos serviços

A partir deste mês de maio, centenas de funcionários que até então eram contratados da prefeitura municipal para realizarem serviços gerais na área da saúde, estarão fora da folha de pagamento do município.

Desde o último dia 30 de abril, o governo assinou contratos com duas empresas para terceirizar os serviços de limpeza, conservação, maqueiros, transporte, portaria e cozinha. A soma dos dois contratos chega a valor superior a R$ 20 mi dos recursos do município e tem validade de um ano.

Alguns funcionários que executavam serviços gerais chegavam a receber cerca de R$1.100, mais um valor adicional por insalubridade e vale alimentação no valor de R$ 750,00. Quem for admitido pelas novas empresas passa para o regime celetista e deve se encaixar no perfil da empresa contratante, o que reduzirá a receita líquida de muitas famílias.

No caso da empresa CSG Serviços, os contratados tem direito a um salário bruto no valor de R$1.050 e vale refeição no valor diário de R$ 17,00. A empresa não paga hora-extra. Segundo informações recebidas pelo #PortalF5 por funcionários que não quiseram se identificar, as empresas somente recontratarão as pessoas que forem indicadas pelo secretário de saúde, os que não estiverem na lista ficarão desempregados.

Questionada se haveria o remanejamento dos funcionários para as terceirizadas e caso fossem, se receberiam as mesmas receitas, a Prefeitura Municipal de Parauapebas respondeu que não cabe ao governo responder a questões sobre ‘contratação e respectivo pagamento de benefícios de funcionários de empresas terceirizadas’.

Com a terceirização dos serviços hospitalares, muitos trabalhadores terão uma mudança brusca no orçamento familiar e certamente muitos entrarão para as estatísticas de desemprego em Parauapebas.

Em contraste com os valores que o município destinou para a contratação de empresas para terceirizar serviços, Parauapebas continua sem adquirir um tomógrafo que facilitaria o atendimento da população e exoneraria os custos dos exames particulares em casos mais graves e emergentes.


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