Japão espera popularizar transmissão em 8k até 2020


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A meta é popularizar o 8K até o início das Olimpíadas de Tóquio em 2020

Enquanto boa parte do mundo ainda assiste TV no formato 1080p (se tanto), no Japão o 8K já vem sendo estudado desde 1994, uma época em que nem o DVD era muito popular. Os primeiros testes com o formato foram exibidos em 2006 pela NHK e a Mitsubishi, e de lá para cá os japoneses vêm trabalhando para viabilizar a transmissão em 4320p.

Durante a manhã do último sábado (01), a emissora estatal deu mais um passo rumo ao futuro, iniciando as transmissões via satélite do primeiro canal do mundo com conteúdo em 8K.

A tecnologia envolvida é um despropósito: as transmissões em 8K possuem quatro vezes mais resolução do que o 4K e 16 vezes mais que o 1080p. Além disso, o formato possui suporte para um sistema de áudio de 24 canais (22.2), a fim de propiciar o máximo de imersão em som e imagem ao espectador.

Como nem tudo é perfeito, as TVs compatíveis que estão disponíveis no mercado atualmente ainda não possuem o padrão HDMI 2.1 implementado, que dará suporte a 8K e HDR dinâmico; portanto, para fazer uso da nova tecnologia é preciso conectar quatro cabos HDMI para vídeo e outro cabo para o áudio.

Ah sim, o consumidor também precisa de uma antena e receptor específicos. Claro que 8K ainda não será uma realidade para o público por um bom tempo, mesmo no Japão, mas disponibilizar um canal com suporte ao formato agora é importante para viabilizar a popularização do mesmo, como é desejo do governo japonês – afinal, a NHK é uma estatal. Outras emissoras do país também já estão se movimentando, atualmente já existem 17 canais que fazem transmissão em 4K via satélite.

A meta é popularizar o 8K até o início das Olimpíadas de Tóquio em 2020, oferecendo hardware plenamente compatível e conteúdo suficiente para incentivar a adoção por parte do espectador japonês. Isso exige obviamente que os custos se tornem mais civilizados dentro de um prazo de dois anos, o que sabemos, é algo muito difícil de acontecer.

A própria NHK oficialmente abriu os trabalhos do 4320p via satélite em 2016, mas as primeiras TVs só chegaram ao mercado a cerca de um ano atrás.

O canal lançado no último sábado é o “batismo de fogo” do 8K, e por isso mesmo a Sharp começou a vender em novembro os primeiros modelos de TVs com o receptor embutido. O problema: os preços começam em US$ 6,6 mil no modelo de 60 polegadas. Sendo bastante sincero, o formato vai permanecer como um brinquedo de gente rica por um bom tempo.

Quanto ao conteúdo, a NHK vem promovendo desde 2016 transmissões-teste de concertos, eventos esportivos e outras atrações locais, mas para a estreia do canal a emissora fez um pedido à Warner Bros., para exibir “uma das obras primas do cinema”.

Recentemente o estúdio reescaneou os negativos de 70 mm originais de 2001: Uma Odisseia no Espaço para uma versão em comemoração aos 50 anos do filme, sem tratamentos digitais e resolução sem igual. Assim a NHK conseguiu, através de uma parceria, ser o primeiro canal de TV a exibir a nova versão em 8K, via satélite.

Para março, a emissora promete repetir o feito com My Fair Lady (1964), estrelado por Audrey Hepburn. A NHK fará mais demonstrações do formato 8K pelo país, como forma de impulsionar a adoção da tecnologia e torna-la acessível, de modo que boa parte dos japoneses possam ver os Jogos Olímpicos realizados em casa com o máximo de qualidade, e sem vender um rim para isso.

Fonte: Meio Bit


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